domingo, 5 de dezembro de 2010

Outra história, outro rosto.

Nada como uma vida corrida para te fazer esquecer coisas que você não gostaria de lembrar.
Comigo, isso funciona perfeitamente até agora, até agora.

Mas ao som do primeiro acorde, ao primeiro correr de olhos pelo patio vazio, ao ter o primeiro minuto de descanso; os pensamente, incertezas e temores voltam, todos, no mesmo instante.
De um lado um dos garotos mais fofos que já conheci; se é que esse adjetivo o descreve tão perfeitamente como ele próprio.
Do outro lado um dos garotos que mais me amou e um dos quais eu própria mais amei.
E ainda tem você. Tão indiferente quanto a minha presença, mas ao mesmo tempo tão preocupado, tão interessado em saber um pouco mais.
No momento que nossos olhos se cruzaram hoje, senti que seria o dia que um de nós finalmente falaria. Cederia a vontade de conhecer um ao outro, de ouvir a voz um do outro.
Nem você, nem eu.
Nenhum dos dois se moveu e foi com temor que, mais rápido do que desejaria, você partiu. Sendo puxado por uma mão masculina e conhecida, que meu coração agora odeia avidamente.

Baseado em você e em meus sentimentos.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Anacrônico

Ultimamente meus pensamentos andam muito confusos, além do fim do semestre na escola, ainda existe a pressão da prova que talvez mude minha vida. Aquela ansiedade para saber se, por um milagre, consigo fazer esse bendito curso.
E acrescentando a tudo isso, tenho passado por uma crise existencial quase tão importante quanto a que passei ano passado; e, é claro, as confusões (ou deveria dizer decepções) amorosas da adolescência. Entre papéis, café e lágrima eu criei meu santuário, um lugar que nem todas as pessoas dão adequado valor: a mesa da cozinha. É nela que surgem as melhores ideias, e devo admitir que isso é meio complicado para alguém que, atualmente, direciona grande parte da imaginação para um mega-trabalho escolar.
Entre essas e outras eu vou vivendo, e escrevendo.
Escrevendo minhas epifanias para a posterioridade, ou não.


Baseado na realidade.

domingo, 21 de novembro de 2010

A insônia

Mais uma vez vejo o sol nascer. É bonito, muito bonito.
Mas me lembra das longas noites de insônia de tempos atrás. Hoje sem a ansiedade e a tristeza.
E o TIC TAC no relógio-cuco é ouvido por mim, e me faz sentir um pouco mais de sono. Não o suficiente, sei que no momento que encostar minhas costas sob o colchão morno qualquer indicio de sono irá evaporar.
É sempre assim, já me acostumei.
E desse jeito, vejo outro dia nascer...

Baseado em algo de muito tempo atrás.

Introducing me

Eu amo o cheiro de arroz antes de ficar pronto
Adoro o som do violino antes da música
Acho perfeito guitarra e bateria tocando juntos
E embora não pareça às vezes eu sou delicada
Tenho medo de perder meus amigos
Fico quase constantemente alegre por dentro
E não sei como demonstrar isso
Talvez você não queira saber mas estou tentando ser mais inteligente
Quase fugi de casa uma vez, mas depois pensei bem sobre isso
Amo meus pais, mas às vezes eles me irritam
Gostaria de ser mais feminina e que minha letra fosse mais bonita,
mas simplesmente não consigo.
Amo escrever, cantar, ler e gritar, mas talvez não faça bem todas essas coisas
A canoagem salva minha vida
E embora queira mostrar isso aos meus pais, tenho medo deles lerem.
Minha opinião é muito mutavel
E minha idiotice cresce de acordo com as pessoas que ando
Queria ter um irmão e um skate novo,
mas entre os dois eu fico com o skate.
Gosto de quase todas as cores, mas prefiro preto
Amo batata frita, e não como nenhum tipo de carne,
por opção.
Preciso de alguém com quem me abrir, mas tenho vergonha
E embora não pareça às vezes sou meio timida
Ainda não sei o que quero ser quando crescer
E muito menos o que quero ser agora
Mas de que adianta tudo isso
Se eu não posso contar para você.

Baseado na música Introducing me - Nick Jonas.